z-logo
open-access-imgOpen Access
THE PSYCHOLOGICAL INTERVENTION IN PALLIATIVE CARE
Author(s) -
Anne Cristine de Melo,
Fernanda Fernandes Valero,
Marina Menezes
Publication year - 2013
Publication title -
psicologia saúde and doenças
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2182-8407
pISSN - 1645-0086
DOI - 10.15309/13psd140307
Subject(s) - palliative care , intervention (counseling) , psychology , nursing , medicine , psychotherapist
Palliative Care (PC) are active and total care of patients whose disease no longer responds to curative treatment. This article is a review of the literature on the specific context of knowledge production in the last 11 years and aims to analyze the theoretical references and the techniques used by psychologists in care of adults in the PC including terminally ill patients and their families or caregivers. We investigated the concept, characteristics and contexts that offer PC as well as psychological interventions performed. The analysis allowed us to observe that the psychologist performs relevant interventions in PC, considering the intensity of suffering that patients and family/caregivers had at that stage of the disease, with the proximity of death. However, the lack of publications in Psychology serves as a warning to the inclusion of PC in the training of these professionals, for a total of 149 references found, only 21 dealt with the psychological intervention in PC. Keywordspalliative care, psychological intervention, terminally ill patients. Recebido em 10 de Julho de 2012/ Aceite em 17 de Outubro de 2013 Anne Cristine Melo Universidade do Vale do Itajai – UNIVALI, Itajai Brasil. Endereco para contato: Rua 1201, 120 apto 303 – Balneario Camboriu, SC – Brasil. E-mail: mamenezes@terra.com.br 453 Intervencao Psicologica em Cuidados Paliativos 453 Nas sociedades antigas fazer a passagem da vida para a morte de forma confortavel era natural e considerada como um processo que nao necessitava de intervencao, onde o foco cultural e religioso estava em encontrar um significado a morte, dando-lhe um lugar abrangente na experiencia humana (Amorim & Oliveira, 2010). Com o avanco da ciencia e tecnologias no cuidado a saude, produziu-se a ideologia de salvar vidas e o sentido de cuidar confundiu-se com o de curar. Assim, a morte e vista como um fracasso, algo que deve ser evitado a qualquer tempo e custo. Isso se reflete tambem nas acoes de saude, com a futilidade diagnostica e a obstinacao terapeutica, gerando custos desnecessarios. O paliativismo preconiza a aceitacao da condicao humana frente a morte, oferecendo ao paciente fora das possibilidades de cura, aos seus familiares e amigos, as condicoes necessarias ao entendimento de sua finitude, pois, nesta perspectiva, a morte nao e uma doenca a ser curada, mas o fim do ciclo vital. Desse modo, as praticas ao final de vida devem priorizar o melhor interesse do paciente, respeitando seus sentimentos, os desejos de seus familiares e a adequada comunicacao entre todos os envolvidos no processo. Cuidados Paliativos (CP) na perspectiva da Organizacao Mundial da Saude (OMS), definida em 1990 e revisada em 2002, caracteriza-se por acoes ativas e integrais prestadas a pacientes com doencas progressivas e irreversiveis, e familiares. Preconiza a prevencao e o alivio do sofrimento psiquico, fisico, social e espiritual atraves de controle da dor e dos sintomas. Nesse sentido, as acoes paliativas representam medidas terapeuticas, sem a intencao de cura, que objetivam diminuir os efeitos negativos da doenca sobre o bem estar do paciente (Moritz et al., 2008). Os CP tambem podem ser administrados a doentes terminais, que se referem aqueles pacientes cujo prognostico de sobrevida e inferior a seis meses, pois segundo Ferreira (2004), o apoio psicossocial no periodo da terminalidade e fundamental para auxiliar o enfrentamento do contato com a finitude humana. Pacientes com doencas sem possibilidades de cura experimentam varias perdas ao longo do tratamento, alem de estarem expostos aos efeitos colaterais que podem gerar desconfortos e frustracoes. E ainda dependendo do momento, podem afetar o humor, a funcionalidade e a capacidade do paciente em lidar adequadamente com a situacao. Nesse sentido, o desenvolvimento do movimento de CP, ao nao prolongar o processo de morrer, cria o espaco favorecedor de despedidas, de preparacao para a separacao e de um pensar na vida daqueles que sobreviverao (Kovacs, 2006). Visando o objetivo de coordenar e ser referencia aos profissionais na area da saude interessados nesse campo de atuacao, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), sugere a abordagem aos pacientes em CP de forma interdisciplinar. Isso se reflete no reconhecimento dos CP a nivel nacional, a partir da regulamentacao pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), da medicina paliativa como especialidade medica no Brasil no ano de 2011. Por outro lado, a contribuicao de publicacoes, principalmente no campo da psicologia, alem de reforcar e reconhecer a atuacao do psicologo em contextos diferenciados pode auxiliar na transmissao de conhecimento e investimento em novas pesquisas no que se refere aos CP. O presente artigo explana a pesquisa e a analise da literatura especifica sobre as intervencoes utilizadas por psicologos no atendimento a pacientes adultos em CP (incluindo os cuidados paliativos a doentes terminais) e de seus familiares/cuidadores. A partir da contextualizacao, caracterizacao e definicao de CP, assim como a investigacao de intervencoes

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom