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Avaliação da técnica de imunocromatografia para análise de drogas de abuso no contexto da química forense
Author(s) -
G.A.T. Pinto,
Léda Gonçalves de Freitas,
Yuri Machado,
Pablo Alves Marinho
Publication year - 2015
Publication title -
revista brasileira de criminalística
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2237-9223
pISSN - 2237-3691
DOI - 10.15260/rbc.v4i3.105
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
O uso abusivo de drogas e um problema de saude publica mundial  que leva a graves consequencias sociais e principalmente na saude dos usuarios. A prevalencia da utilizacao de drogas pela populacao em geral vem aumentando consideravelmente. Deste modo, as analises quimicas em drogas de abuso apresentam importância crucial para materializacao do delito. A imunocromatografia e uma tecnica de triagem, rapida, de facil execucao, dispensa o uso de reagentes adicionais, equipamentos e tecnicos especializados, sendo bastante utilizada para a deteccao de drogas em fluidos biologicos, mas carece de estudos para sua utilizacao em analises de drogas apreendidas. Sendo assim, o presente estudo aborda os aspectos analiticos da tecnica de imunocromatografia, avaliando a eficiencia desta tecnica para a analise de drogas de abuso no contexto da quimica forense. Para o presente estudo as amostras sugestivas de maconha, cocaina e ecstasy (MDMA) apreendidas pela Policia Civil de Minas Gerais foram analisadas por imunocromatografia e comparadas com outras tecnicas como testes colorimetricos e analises instrumentais (FT-IR, GC-MS e LC-MS/MS). Parâmetros como taxas de falsos resultados, sensibilidade, seletividade e confiabilidade foram calculados utilizando tabelas de contingencia. A imunocromatografia apresentou em media taxas de sensibilidade e seletividade de 94% e 75%, respectivamente. A menor confiabilidade constatada para analise de comprimidos de ecstasy deve-se principalmente ao grande numero de resultados falso-positivos para MDMA, uma vez que essa tecnica e pouco seletiva para essa substância, detectando diversas outras substâncias analogas. Portanto, a imunocromatografia se mostrou eficiente para a triagem de drogas apreendidas, uma vez que apresentou adequada sensibilidade e seletividade para drogas como maconha e cocaina e possibilidade de detectar outras drogas sinteticas alem do ecstasy, as quais possivelmente nao seriam detectadas pelos testes colorimetricos rotineiramente empregados pelos Peritos Criminais de campo.

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