Delinquência juvenil no feminino: Um estudo comparativo de raparigas institucionalizadas
Author(s) -
Pedro Pechorro,
Ana Paula Matias Gama,
Manuela Guerreiro,
João Marôco,
Rui Abrunhosa Gonçalves
Publication year - 2013
Publication title -
análise psicológica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1646-6020
pISSN - 0870-8231
DOI - 10.14417/ap.725
Subject(s) - psychology , humanities , philosophy
A presente investigacao teve como objectivo analisar o papel desempenhado na delinquencia juvenil feminina pelos constructos de tracos psicopaticos, problemas de comportamento, comportamentos delinquentes e auto-estima. Recorrendo a 249 jovens do sexo feminino, subdivididas em grupo forense (n=93) e em grupo escolar (n=156), foram analisadas diferencas a nivel de variaveis socio-demograficas, tracos psicopaticos, perturbacao do comportamento, problemas de comportamento, comportamentos delituosos, auto-estima e desejabilidade social. Os resultados indicaram que as jovens do grupo forense apresentam valores significativamente mais elevados em tracos psicopaticos, categoria psicopatica, perturbacao de comportamento, problemas de comportamento e comportamentos delituosos, mas nao foram encontradas diferencas relativamente a auto-estima e desejabilidade social. Um modelo de regressao logistica binaria confirmou a importância dos tracos psicopaticos e da categoria psicopatica na predicao de pertenca das jovens aos grupos forense e escolar. Palavras-chave: Auto-estima, Comportamentos delinquentes, Delinquencia juvenil feminina, Desejabilidade social, Problemas de comportamento, Tracos psicopaticos. O estudo dos tracos psicopaticos em criancas e adolescentes, que era um topico quase ignorado ate ha alguns anos atras (Verona & Vitale, 2006), tem levado a um interesse renovado pelo estudo do constructo da psicopatia. O trabalho dos investigadores neste campo, que tem vindo a modificar este constructo originalmente concebido tendo em mente adultos do sexo masculino, tem proporcionado o desenvolvimento de instrumentos de avaliacao apropriados a outras populacoes, nas quais se inclui o sexo feminino. Acumulam-se evidencias de que os tracos psicopaticos em jovens estarao associados a uma maior estabilidade e frequencia dos comportamentos anti-sociais, a comportamentos delinquentes mais graves e violentos, a um inicio precoce das actividades criminais, a detencoes precoces pela policia e a condenacoes precoces pelos tribunais (e.g., Forth & Book, 2010; Kruh, Frick, & Clements, 2005; Van Baardewijk, Vermeiren, Stegge, & Doreleijers, 2011). Todavia, a adaptacao do constructo da psicopatia a menores de idade continua a ser um tema ainda bastante controverso (Seagrave & Grisso, 2002), especialmente no que concerne ao sexo feminino. Geralmente a psicopatia e conceptualizada como uma sindrome que se mantem ao longo da vida e que engloba uma constelacao categorial de tracos extremos a nivel interpessoal, afectivo, comportamental e de estilo de vida. Os sujeitos psicopaticos tendem a demonstrar comportamentos
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