Ativismo feminista no Facebook: uma análise comparada das páginas Não me Kahlo (Brasil) e Capazes (Portugal)
Author(s) -
Mara Magalhães,
Lídia Marôpo,
Inês Amaral
Publication year - 2018
Publication title -
mediapolis revista de comunicação jornalismo e espaço público
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2183-6019
pISSN - 2183-5918
DOI - 10.14195/2183-6019_7_2
Subject(s) - humanities , political science , physics , art
Resumo Levando em consideração o feminismo como movimento social e ativismo digital, analisamos comparativamente as páginas feministas brasileira e portuguesa com maior número de seguidores no Facebook, respectivamente Não me Kahlo e Capazes. Neste estudo exploratório, utilizámos a fer‐ ramenta Netvizz para mapear os conteú‐ dos publicados em março de 2016, numa análise quanti ‐qualitativa. Os resultados sublinham semelhanças nas temáticas abordadas que apontam para um enlace identitário (Pereira, 2011) entre os dois per‐ fis, mas também diferentes ‘nós’ feministas (Tomazetti, 2015) em função das caracte‐ rísticas de cada página e do contexto dos países. Na página portuguesa prevalecem narrativas individuais e pessoais, num tom intimista e confessional, com posições político ‐partidárias pouco explícitas, num feminismo em primeira pessoa, próximo ao que Galloway (1997) chama de ciberfemi‐ nismo conservador. Na página brasileira, os discursos são fortemente politizados, em tons reativos, reivindicativos ou de denún‐ cias, que remetem para o feminismo como causa coletiva, no que Boix e Miguel (2013) chamam de ciberfeminismo social.
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