SABER, DESEJO E ATO: O QUE ÉDIPO E HAMLET DIZEM À PSICANÁLISE
Author(s) -
Hevellyn Ciely da Silva Corrêa,
Maria Cristina Poli
Publication year - 2013
Publication title -
revista fsa
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-2983
pISSN - 1806-6356
DOI - 10.12819/2013.10.2.18
Subject(s) - hamlet (protein complex) , art , humanities , geography , literature
O presente estudo busca atualizar o dialogo entre psicanalise e tragedia a partir do estabelecimento de pontos de conversao e difusao entre os herois Edipo e Hamlet, focos de interesse de Freud (1900) e Lacan(1958-1959). Interroga-nos saber de que modo estes herois portam o teor tragico que os fez representantes desta particular forma de arte, o que poderia ser compreendido unicamente a luz da historia da arte, porem, nosso olhar psicanalitico faz o interesse se direcionar ao nucleo desejoso que os tornou emblematicos neste vocabulario. Trata-se, portanto, de compreender o lugar do desejo, com seu pathos tragico, nas figuras de Edipo e Hamlet. A investigacao acerca destes personagens mostra que eles operam no discurso psicanalitico apontando a natureza do desejo em sua paradoxal relacao com o saber: Edipo e aquele que age por nao saber e Hamlet aquele que, por saber, nao consegue agir, o que demonstra, segundo Lacan (1958-1959), que no heroi grego o desejo e pela mae enquanto Hamlet e habitado pelo desejo da mae. Como podemos observar, desejo e saber mantem uma estreita relacao, a qual se mostrara em ato (ou no impedimento dele). Porem, ao nos determos mais atentamente nesta relacao, notamos que nao se trata do saber em simples contraposicao ao desejo, mas do saber que e habitado pelo desejo e, por isso, nao se da ao consciente senao por uma perda, que impede qualquer tentativa de cingi-lo completamente.
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