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Terminalidade e cuidados paliativos em terapia intensiva
Author(s) -
Antônio Cláudio do Amaral Baruzzi,
Dimas Ikeoka
Publication year - 2013
Publication title -
revista da associação médica brasileira
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.319
H-Index - 37
eISSN - 1806-9282
pISSN - 0104-4230
DOI - 10.1016/j.ramb.2013.06.018
Subject(s) - palliative care , medicine , nursing
A história da humanidade tem sido marcada por diferentes abordagens no que se refere ao reconhecimento da doença grave, do processo da morte e do morrer. O modo de lidar com essas realidades pode diferir amplamente dentro do espectro das diferentes culturas, mas também em diferentes épocas dentro de um mesmo grupo social. Do passado das civilizações ocidentais chegam-nos relatos do momento da morte em que a regra era que pessoas gravemente enfermas permanecessem em suas casas, rodeadas por familiares até o momento do desfecho final. É o que descreve, por exemplo, a psiquiatra Elizabeth Kübler-Ross, uma das mais importantes pesquisadoras do processo da morte e da terminalidade, em sua autobiografia intitulada ‘A roda da vida’. Ela nos relata a maneira pela qual pôde vivenciar o momento da morte de um amigo próximo da família que, após grave acidente, foi desenganado pelos médicos: “No hospital, os médicos disseram-lhe que nada podiam fazer e, sendo assim, ele insistiu em ser levado embora para morrer em casa. Havia tempo mais do que suficiente para a família, os parentes e amigos despedirem-se dele. No dia em que fomos visitá-lo estava cercado pela família e pelos filhos. Seu quarto transbordava de flores silvestres e a cama tinha sido colocada em uma posição que lhe permitia ver pela janela

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