ESFINCTEROPLASTIA ANAL COM RECONSTRUÇÃO EM ZETAPLASTIA
Author(s) -
Rafael Vaz Pandini,
Renan Rosetti Muniz,
Letícia Nobre Lopes,
Rodrigo Ambar Pinto,
Isaac José Felippe Corrêa Neto,
Sérgio Carlos Nahas,
Ivan Ceconello
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.396
Subject(s) - medicine
Introdução: A neuromodulação sacral está indicada como terapêutica de escolha para pacientes com Incontinência fecal e/ou associada a outros distúrbios do assoalho pélvico que não responderam ao tratamento clinico. Objetivo: Descrever a técnica do implante do eletrodo quadripolar na raiz Sacral-S3, visando uma reposta adequada a baixos estímulos elétricos em uma pacientecom disfunções do assoalho pélvico. Métodos: Paciente, 44 anos, 2 partos vaginais, com sintomas de incontinência fecal, escore da Cleveland Clinic 11/20, escore de Constipação da Cleveland Clinic de 12/30 e incontinência urinária. À manometria anorretal, baixas pressões e ao ultrassom anorretal, lesão parcial do esfíncter anal externo anterior. Sem melhora após o tratamento clínico e à reabilitação do assoalho pélvico. Submetida à fase I, paciente em decúbito ventral, com elevação da região lombossacra, sob sedação e anestesia local. Procede-se a marcação dos pontos anatômicos, bilateralmente, localizados a 9 cm acima da ponta do cóccix, correspondendo a junção sacrilíaca, e na linha média, posicionado a 2 cm lateralmente corresponde ao forame S3, confirmando com aradioscopia. Introdução da agulha a 1,5 cm acima dessa marcação, com angulação de 60. A posição da agulha em S3 é confirmada pela radioscopia e verificada a resposta motora adequada em glúteos e hálux em cada lado. É escolhido o lado com a melhor resposta e o menor estímulo. Procede-se à colocação de fio guia e o dilatador. A introdução do eletrodo deve ser acompanhada por radioscopia, posicionando 3 polos distais ao longa da raiz sacral e um polo no forame S3. São realizados testes para avaliar a resposta em cada polo. Realiza-se a tunelização do eletrodo para uma incisão de 3 cm abaixo da crista ilíaca ipsilateral ao implante. Outra tunelização contralateral é realizada para conexão do estimulador externo. Segue-se a programação com o menor estímulo que tolerar. Resultados: Após 15 dias, houve melhora maior70% dos sintomas e foi indicado o implante definitivo. Realizado sob sedação e anestesia local, abertura da incisão previa da pele e exposição do eletrodo. Após a secção do extensor externo, conecta-se diretamente o eletrodo com a bateria que fica posicionada sob o tecido subcutâneo. Sem complicação. Conclusão: A técnica é eficaz para tratamento dos distúrbios do assoalho pélvico com melhora expressiva dos sintomas. No entanto, necessita da realização do implante na posição adequada para obtenção da melhor resposta.
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