RETALHO CUTÂNEOS NA ABORDAGEM DE CISTOS PILONIDAIS COMPLEXOS: SÉRIE DE 4 CASOS E REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Izabella Cristina Cristo Cunha,
Fernanda Mielotti da Silva
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.342
Subject(s) - medicine , dermatology
Introdução: A infecção do sítio cirúrgico é considerada uma das complicações mais comuns após a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, com taxas na literatura que variam de 0% a 41%. Não existe na literatura uma técnica ideal, descrevendo-se o fechamento convencional (FC) e o fechamento em bolsa (FB), descrito por Banerjee e que consiste em manter uma abertura central para drenagem que cicatrizará por segunda intenção. Objetivo: Comparar as taxas de infecção de sítio cirúrgico, no local do estoma prévio, utilizando a técnica de fechamento da pele em bolsa e o fechamento convencional, após reconstrução do trânsito intestinal. Métodos: Estudo retrospectivo realizado, revisão de prontuário de 88 pacientes submetidos à reconstrução do trânsito intestinal no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2014, utilizando a técnica de fechamento convencional (Grupo I); e 140 pacientes que foram submetidos à reconstrução do trânsito intestinal no período de janeiro 2015 a dezembro de 2017 com fechamento do sítio da ostomia em bolsa (Grupo II). Ambos foram realizados no Hospital Universitário Presidente Dutra. Resultados: Grupo I 70 pacientes (79,5%) foram portadores de colostomia e 18 de ileostomia (20,5%), sendo que 81,8% dos pacientes eram do sexo masculino. A média de idade foi de 37,6 anos (13-74 anos). O tempo médio de permanência da ostomia foi de 16,3 meses (3 – 108 meses). O tempo médio de internação foi de 11,6 dias (2-61 dias). Neste grupo 26 (29,5%) pacientes tiveram infecção de sítio cirúrgico na ferida operatória com o fechamento convencional. No Grupo II fechamento em bolsa, 101 pacientes (72,1%) eram portadores de colostomia e 39 de ileostomia (27,9%), sendo que 78,3% dos pacientes eram do sexo masculino. A média de idade foi de 38 anos (8-87 anos). O tempo médio de permanência da ostomia foi 16,8 meses (4 – 51 meses). O tempo médio de internação foi de 8,7 dias (3-47 dias). Apenas 5 pacientes neste grupo apresentaram infecção de sítio cirúrgico (3,6%). Conclusão: A mudança na técnica de fechamento do sítio do estoma mostrou neste trabalho redução na taxa de infecção do sítio cirúrgico, de 29,5% para 3,6%, assim como redução no tempo de internação.
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