EPIDEMIOLOGIA DOS PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS RETAIS OPERADOS EM HOSPITAL PÚBLICO EM SALVADOR EM 01 ANO DE RESIDÊNCIA
Author(s) -
Jamille Eller Andrade Batista,
André Luiz Santos,
Henrique Moura Parreira,
Tássia Mendes Franco,
Carlos Ramon Silveira Mendes
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.335
Subject(s) - medicine
As cirurgias orificiais correspondem a cerca de 80% do total do movimento cirúrgico na especialidade de coloproctologia. Assim sendo um serviço de qualidade tem que estabelecer o diagnóstico da afecção apresentada pelo paciente, tratá-la e promover o seguimento necessário. O trabalho em questão pretende demonstrar o perfil das cirurgias proctológicas realizadas na instituição no período de março de 2017 a março de 2018. Analisando os gêneros, as idades, o regime de internação, técnicas cirúrgicas mais aplicadas, as comorbidades e complicações pós-operatórias. Foram realizados no período 161 cirurgias orificiais. Dessas foram 10,56% foram eletivas e 1,3% urgência. 88,20% foram day-hospital. Tivemos a predominância de 67,08% do sexo masculino e 32,92% do sexo feminino. Com idade média de 41,2 anos. Desses o diagnóstico mais prevalente foi a fístula anorretal com 40,99%, hemorróidas com 38,51%, Cisto pilonidal com 4,35%, Fissura anal com 4,35% e fístula retovaginal com 2,48%. O tempo cirúrgico médio foi de 30 a 60 minutos em 60,25% da amostra. A hemorroidectomia correspondeu 37,2% dos procedimentos, Fistulectomias a 32,92%, Fistulotomia a 4,97%, correção de fístulas retais a 1,24% e excisão de cisto pilonidal a 4,35%. Em torno de 91% dos pacientes não utilizaram nenhum tipo de antibioticoprofilaxia. As comorbidades mais presentes foram a Hipertensão arterial sistêmica em 8,07%, diabetes mellitus em 2%, dislipidemia em 2% e fibrilação atrial em 1,24% dos pacientes que realizaram o procedimento com reserva de vaga de vaga em UTI. Nenhum paciente da amostra necessitou de transfusão sanguínea durante o ato operatório. A principal complicação pós operatória foi dor em 48% dos pacientes, sangramento em 1,84% e infecção do leito cirúrgico em 1,2%. Esse estudo focalizou nas cirurgias orificiais por sua representatividade no universo cirúrgico da Coloproctologia. Numa retrospectiva de 1 ano (2017-2018), onde foram coletados e estudados 161 casos em um serviço de residência de coloproctologia credenciado pela sociedade demonstrando a necessidade de conhecimento de seu público assistente para determinar metas em virtude do aprendizado do residente.
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