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MACROLIGADURA ALTA: ANÁLISE RETROSPECTIVA DE PACIENTES OPERADOS AMBULATORIALMENTE
Author(s) -
Antônio José Tibúrcio Alves,
Joaquim Simões Neto,
José Alfredo Reis,
Odorino Hideyoshi Kagohara,
José Alfredo Reis Neto,
Milossi Estheisi Romero Machuca,
Luciane Hiane de Oliveira
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.261
Subject(s) - medicine , gynecology
Objetivo: As fístulas anastomóticas colorretais (FAC) representam importante causa de morbimortalidade em pacientes submetidos à cirurgias colorretais. Estudos avaliando o impacto econômico da FAC no Brasil ainda são escassos. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto clínico e econômico da FAC, bem como identificar os fatores de risco para o seu desenvolvimento. Método: Estudo de coorte retrospectivo de pacientes beneficários da Saúde Suplementar brasileira, com base nas informações de faturamento dos pacientes. O banco de dados incluiu informações hospitalares dos pacientessubmetidos a procedimentos entre 2012 e 2013. Os principais desfechos clínicos avaliados foram: ocorrência de FAC, infecção, tempo de permanência hospitalar (TPH) durante a internação índice, readmissão de 30 dias e mortalidade. O desfecho econômico avaliado foi custo hospitalar total (CHT) (incluindo internação da cirurgia índice e readmissões em até 30 dias). Para determinar os fatores de risco para ocorrência de FAC, assim como a relação entre a FAC e desfechos clínicos, foi realizada uma regressão de Poisson. Para avaliar o impacto econômico da FAC foi realizada a análise com modelos lineares generalizados (GLM). Resultados: A incidência de FAC foi de 6,8%. Cirurgia de emergência (aRR: 3,08; IC95%1,53-6,19) e necessidade de transfusão sangüínea (aRR: 5,42; IC 95% 2,54-11,56) foram preditores independentes de FAC. Pacientes com FAC apresentaram mais uso de antibióticos (aRR: 1,69; IC95%1,37-2,09), readmissão de 30 dias (aRR: 3,34; IC 95% 1,53-7,32), mortalidade (aRR = 13,49; IC 95% 4,10-44,35) e maior TPH (média de 39,6 dias vs. 7,5 dias em pacientes sem FAC, p < 0,001). A mediana do CHT foi de R$ 210.105 nos pacientes com FAC vs. R$ 34.210 nos pacientes sem FAC (p = 0,002). No GLM multivariável, ajustado por cirurgia de emergência, idade, sexo, diagnóstico de câncer e abordagem cirúrgica (laparoscopia vs. laparotomia), os pacientes com FAC tiveram CHT 5,57 (IC 95% 4,12-7,52)mais elevados do que os pacientes sem FAC. Conclusões: Pacientes que desenvolvem FAC têm piores desfechos clínicos e CHT 5,57 vezes maiores. Os fatores de risco para desenvolvimento de FAC foram cirurgia de emergência e necessidade de transfusão sanguínea.

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