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AVALIAÇÃO CLÍNICA E FUNCIONAL EM DOENTES COM CÂNCER DO RETO INFERIOR ANTES E APÓS QUIMIORADIOTERAPIA NEADJUVANTE
Author(s) -
Cláudia Luciana Fratta,
Sandro Nunes Ângelo,
Lílian Vital Pinheiro,
Felipe Osório Costa,
Carlos Augusto Real Martinez,
Daniéla Oliveira Magro,
Cláudio Saddy Rodrigues Coy
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.249
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: Os efeitos da quimioterapia e da radioterapia na funcionalidade anorretal ainda são pouco estudadas, o que torna-se relevante principalmente porque a terapia neoadjuvante do câncer de reto está associada a maiores taxas de preservação esfincteriana e redução de recidiva logo regional. Objetivo: Avaliara função anorretal de doentes com câncer do reto por manometria e grau de incontinência pelo escore de Wexner antes e pós-terapia neoadjuvante. Material e método: Pacientes com adenocarcinoma foram submetidos à manometria anorretal com sistema de perfusão pneumohidráulico com cateter axial de oito canais, antes e oito semanas após terapia. Foram avaliadas a pressão anal média de repouso, pressão máxima de contração voluntária. Os pacientes foram divididos em dois grupos definidos pela altura da lesão, a partir da linha pectínea, grupo1 lesão ≤ 4 cm e grupo 2 lesão > 4 cm. Empregou-se o escore de Jorge-Wexner pré e pós neoadjuvância para a avaliação clínica do grau de incontinência. Resultado: Trinta e três indivíduos, com idade média de 62.39 ± 12.21 anos, sendo 81.8% do sexo masculino foram estudados. O IMC foi de 25.8 ± 5,16 kg/m2 e 57.6% eram brancos. A avaliação pré neoadjuvância evidenciou que os pacientes do grupo1 apresentaram pressão média de repouso de 45.84 ± 16.01 mmHg e do grupo 2 62.5 ± 16.66 mmHg, ou seja dentro da normalidade. Após tratamento ambos os grupos apresentaram queda significativa da pressão de repouso, grupo 1 (35,01 ± 11.55 mmHg, diminuição de 10,38 mmHg P = 0,001) e grupo 2 (41,66 ± 14,20 mmHg diminuição de 20,84 mmHg P = 0,026). Quanto à contração voluntária máxima, a avaliação pré neoadjuvância evidenciou pressão de: grupo 1 160,3 ± 39.85 mmHg, grupo 2 168.75 ± 58,98 mmHg, dentro da normalidade. Após o tratamento, ambos os grupos apresentaram queda nos valores de contração grupo 1 (138,53 ± 52,44 mmHg diminuição de 21,77 mmHg P = 0,008), grupo 2 (142,26 ± 49 diminuição de 26,49 mmHg P = 0,078). Quanto à análise do grau de incontinência pelo escore de Wexner o grupo 1 apresentou média de 3,56 ± 3,11 e o grupo 2 média de 3,88 ± 4,49. Na avaliação pós-tratamento a média apresentada no grupo 1 foi 3,19 ± 4,21 P = 0.55 e no grupo 2 4,00 ± 5,62 P = 0.79. Conclusão: O emprego de terapia neoadjuvante associou-se a diminuição dos valores de pressão de repouso e contração voluntária (p < 0,05), independente da altura da lesão e o grau de incontinência não apresentou alteração.

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