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PERFIL DOS PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA NO ESTADO DE ALAGOAS
Author(s) -
Jason Costa Pereira,
Lucas Correias Lins,
Manoel Álvaro Lins Neto,
Nathalia Christina Lopes Flores
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.231
Subject(s) - medicine
segmento do trato gastrointestinal. Entre as opções terapêuticas, pode-se lançar mão de agentes imunobiológicos, principalmente em pacientes com doença de atividade moderada a severa. Descrição do caso: Sexo feminino, 30 anos, enfermeira, apresentou anemia ferropriva e diarreia associada a mucorreia há 4 anos. Após colonoscopia, foi evidenciado íleo terminal com mucosa edemaciada e ulcerações recobertas por fibrina, com anatomopatológico apresentando processo inflamatório inespecífico. Foi diagnosticada com DC, Classificação de Montreal A2L1B1 e CDAI 357 (moderada), iniciando-se terapia combinada de Adalimumabe e Azatioprina. Após 5 meses de tratamento, apresentou quadro de cefaléia holocraniana, súbita, intensa, em aperto, com irradiação para região cervical posterior, associada a náuseas e vômitos, negando foto/fonofobia ou febre, não apresentando déficits motores ou sensitivos. A Tomografia de Crânio evidenciou hipodensidade em cápsula interna esquerda crônica e em Ressonância Magnética, hipersinal em Flair em região de lentiforme à direita e discreto espessamento meníngeo próximo à região parietal esquerda. Apresentou sorologias positivas em líquor para Toxoplasmose e Citomegalovírus. Durante internação hospitalar, iniciou-se tratamento com Sulfadiazina, Pimimetamina e Ácido Folínico, sendo suspensas as drogas imunossupressoras e substituídas por Mesalazina. Evoluiu satisfatoriamente, recebendo alta com melhora do quadro álgico para acompanhamento ambulatorial. Em seguimento, realizou nova colonoscopia, que evidenciou retração cicatricial junto à válvula ileocecal, pseudopólipos e ulcerações planas em íleo terminal, de até um centímetro, recobertas por fibrina, sem doença colônica, optando-se pela manutenção da Mesalazina. Discussão: Devido à necessidade frequente do uso de drogas imunossupressoras durante o manejo da DII, os pacientes ficam expostos à infecções oportunistas, devido ao comprometimento da função imune dos hospedeiros. A doença oportunista mais relatada com o uso de agentes imunobiológicos é a tuberculose e poucos são os casos relatados de neurotoxoplasmose em pacientes com DII em uso de terapia imunológica. Conclusão: Com o aumento do manejo da DII com o uso de agentes imunossupressores, há a necessidade de se aprimorar o reconhecimento e manejo de patologias oportunistas.

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