CÂNCER COLORRETAL EM PORTADOR DE COLITE ULCERATIVA ASSOCIADA À SÍNDROME DE WILLIAMS‐ CAMPBELL
Author(s) -
Bruna Zini de Paula Freitas,
Lucas de Sena Leme,
Paula Cristina Steffen Novelli,
Brunno Augusto José Costa,
Daniel de Castilho Silva,
Carlos Augusto Real Martinez
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.209
Subject(s) - medicine , humanities , art
Introdução: O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais prevalentes no mundo, sendo responsável por alta morbimortalidade. O principal tipo histológico encontrado é o adenocarcinoma. O cólon sigmoide é sitio comum da doença, sendo sua drenagem linfática habitual para linfonodos mesentéricos inferiores. Sabe-se que a drenagem linfática aberrante é incomum no CCR. Descrição do caso: E.A.S., 47 anos, sexo feminino, previamente hígida, com história de dor abdominal e hematoquezia há quatro meses. Prosseguiu investigação diagnóstica, com evidência de lesão em sigmoide, a 20 cm da borda anal, com biópsia compatível com adenocarcinoma. Os exames de estadiamento evidenciaram imagens sugestivas de metástase para fígado (segmento VI), pulmão (lobo superior esquerdo) e linfonodo de mesorreto à direita, confirmados pelo PET-TC. Indicada retossigmoidectomia com linfadenectomia e segmentectomia hepática, durante a qual foi realizada biópsia excisional de linfonodo em mesorreto, com congelação confirmatória para adenocarcinoma. Foi então procedida à excisão total do messorreto. Em segundo tempo, foi realizada segmentectomia pulmonar. O estudo anatomopatológico confirmou adenocarcinoma de sigmoide, metástases para linfonodo de mesorreto, fígado e pulmão (pT3 pN1c pM1a). Os 15 linfonodos ressecados em conjunto com a peça foram negativos para neoplasia. Paciente segue em acompanhamento ambulatorial há oito meses, sem recidiva da doença. Discussão: O acometimento linfonodal no CCR é um dos principais indicadores prognósticos destes tumores, relacionando-se com doenças em estágios mais avançados e presença de metástases à distância. No caso descrito, não houve acometimento de linfonodos de cadeia mesentérica inferior, com linfonodo de mesorreto positivo para adenocarcinoma. A invasão de linfonodos peritumorais está bem descrita na literatura, sendo raro o acometimento exclusivo de linfonodos não relacionados à cadeia de drenagem habitual. Além disso, não há relato na literatura que associe as características tumorais às metástases linfonodais à distância isoladas. Conclusão: Apesar da raridade, não devemos afastar a possibilidade de acometimento linfonodal à distância sem invasão de cadeia de drenagem habitual, mantendo-se a suspeição diante de linfonodo aumentado e/ou de característica patológica em qualquer região. O mesorreto não é sítio de drenagem linfonodal de adenocarcinomas de sigmoide, sendo esta manifestação rara de metástase para linfonodo não peritumoral.
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