MORBIMORTALIDADE ASSOCIADA AOS PROCEDIMENTOS DE FECHAMENTO DE ILEOSTOMIA EM ALÇA EM HOSPITAL TERCIÁRIO DE REFERÊNCIA, EM RECIFE – PERNAMBUCO
Author(s) -
Rodrigo Artur Souza de Oliveira,
Aline Ribeiro Teixeira Cavalcante,
Maurício José de Matos e Silva,
Luís Fernando Heinen Scaglioni,
Phabllo Rodrigo Santos de Brito,
Antonio Lucas das Mercês Filho,
Paulo Mozart de Barros
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.096
Subject(s) - medicine
Introdução: Feminino, 27 anos, secundigesta, com idade gestacional (IG) 10+4 (A), com queixa de polaciúria e dor hipogástrica. Apresentava abaulamento de parede vaginal. Realizado USTV e ressonância nuclear magnética (RNM). Material e método: Revisado prontuário da paciente. Resultados: Evidenciado lesão expansiva localizada na cavidade pélvica, medindo 12,4 × 11,4 × 10,2 cm, deslocava a vagina e o útero superoanteriormente e o reto para a esquerda. Realizada biópsia transcutânea. O conjunto favorecia leiomioma, neoplasia com diferenciação muscular ou tumor desmoide. Na amostra, marcação para CD117 negativa, desfavorecendo GIST. Receptor hormonal positivo para estrógeno e progesterona. Nova RNM de controle com neoplasia medindo 17,1 × 13,5 × 11,5 cm. Iniciado tratamento quimioterápico com doxorrubicina 60 mg/m2. Paciente evolui com descolamento prematuro de placenta com 29 semanas. Realizado cesariana com incisão mediana sem intercorrências. Interna eletivamente para passagem de cateter duplo J e cirurgia. Em nova RNM evidenciou-se aumento das dimensões da lesão expansiva, medindo 17,5 × 14,5 × 11,0 cm. Realizada cirurgia extensa, com abordagem abdominal e perineal, sendo ressecada massa com 1,5 kg de peso. Anatomopatológico com aspecto morfológico e a imunomarcação dando suporte ao diagnóstico de leiomioma. Discussão e conclusões: Paciente jovem que teve diagnóstico de massa pélvica durante a gestação. Com isso, de maneira cautelosa e com o impedimento de métodos muito invasivos, houve dificuldade em realizar diagnóstico definitivo desde o início, escolha da terapêutica e conduta quanto a evolução da gestação e riscos para o feto. Os leiomiomas não resultam em sintomas específicos e o diagnóstico geralmente é feito após o efeito de massa. Como relatado no caso, os diagnósticos diferenciais se fazem principalmente entre tumor estromal e leiomiossarcomas, e a análise imunoistoquímica tem papel essencial na diferenciação. Porém, a cirurgia é a única opção curativa, e a abordagem combinada abdomino-perineal foi necessária e resolutiva para o acesso e dissecção da massa volumosa. Destaca-se a importância do acompanhamento em conjunto com as especialidades médicas em prol do benefício da paciente. Comentários finais: Apesar de se tratar de um tumor benigno, o leiomioma se torna um desafio ainda maior durante a gestação, tanto no diagnóstico, terapêutica e pela sua condição evolutiva.
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