AVALIAÇÃO DOS PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SUBMETIDOS À CIRURGIA PARA CORREÇÃO DE FÍSTULA ANAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Author(s) -
Tarciana Ribeiro Santos,
Luciana Martins Krohling,
Livia Barbosa da Silva,
Maruska Dib Iamut,
Paulo César de Castro,
Luiz Fernando Pedrosa Fraga,
Francisco Lopes Paulo
Publication year - 2018
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2018.08.041
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A Doença de Crohn (DC) pode atingir a região perianal em até 60-80% dos pacientes. Fístulas e abscessos estão entre as manifestações mais difíceis de serem administradas na DC perianal, podendo se manifestar em conjunto com fissuras, úlceras, plicomas aberrantes, estenose de canal anal e fístulas reto-vaginais. O tratamento cirúrgico da fístula anal na DC é necessário naqueles pacientes que apresentem sintomas refratários à terapêutica clínica ou desenvolvem complicações agudas e crônicas. Objetivo: Apresentar uma revisão sistemática dos pacientes portadores de DC submetidos à cirurgia orificial em decorrência de fístula anal, atendidos no ambulatório de Coloproctologia, entre 18/03/2014 a 30/05/2018. Métodos: Estudo retrospectivo do banco de dados dos pacientes atendidos de 18/03/2014 a 18/03/2018 com indicação para cirurgia orificial (exame sob anestesia, drenagem de abscesso, fistulotomia com e sem seton), decorrente de fístula anal. Resultado: Durante o período foram diagnosticados 215 pacientes com fístula anal, sendo 15 (7%) dos pacientes portadores de DC. Foram analisados os dados: idade, sexo, queixa principal, tipo de cirurgia realizada e reabordagem cirúrgica. Destes 4 (26%) eram do sexo feminino e 11 (74%) do sexo masculino. A idade média foi de 40 anos (20-87). Como queixas principais: 14 (93%) tinham dor e aumento secreção anal e 1 (9%) apresentava dor e secreção vaginal. No período disposto acima, 11 (74%) foram submetidos ao tratamento cirúrgico: 5 (46%) fistulotomias com seton, 4 (36%) exames sob anestesia com biopsia e 2 (18%) fistulotomias sem seton. Dois (18,2%) foram reabordados no período de 1 ano sendo necessário drenagem de abscesso e troca de seton. Conclusão: Após uma avaliação detalhada, o cirurgião define a estratégia e a técnica cirúrgica baseado nos múltiplos fatores pré e intraoperatórios. É evidente que a forma ideal de tratamento para DC anal é o tratamento clínico e drenagem do abscesso quando ele ocorre. O tratamento definitivo deve ser repensado após seleção cuidadosa, levando em consideração a possibilidade de distinção entre DC anal e fístula primária. A qualidade de vida dos paciente normalmente melhora após a cirurgia especialmente se medidas para controle da doença de base forem adotadas reduzindo a chance de recidiva.
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