APENDICITE COMPLICADA FEITA POR VIDEOLAPAROSCOPIA
Author(s) -
Emerson Abdulmassih Wood da Silva,
Natália Maria Jacom Wood da Silva,
Larissa Jacom Abulmassih Wood,
Katyara Rodrigues Fagundes,
Luciano Ricardo Pelegrinelli,
Aurélio Fabiano Ribeiro Zago,
Paula Lutffala Pessoa
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.297
Subject(s) - medicine
Introdução: A fístula retouretral iatrogênica é uma complicação temida na prostatectomia. Ainda é uma patologia rara e sem consenso quanto ao tratamento mais efetivo. Objetivo: Descrever a técnica de interposição de músculo grácil para tratamento de fístula retouretral. Métodos: Paciente O.D.S., sexo masculino, 50 anos, hipertenso, veio para o nosso serviço em pós-operatório tardio de prostatectomia radical convencional em julho de 2016 por neoplasia de próstata, sem radioterapia associada. No terceiro dia de pós-operatório, havia evoluído com distensão abdominal e pneumatúria, foi submetido no mesmo dia a laparotomia exploradora, com identificação e rafia de uma lesão no reto e reconfecção da anastomose uretral. Ainda assim, evoluiu com pneumatúria e infecções urinárias de repetição. No nosso serviço, fez ressonância de pelve, que mostrava estreito trajeto fistuloso retovesical. O paciente foi submetido em dezembro/2016 a preparo mecânico do cólon e derivação intestinal com ileostomia em alça videolaparoscópica, recebeu alta hospitalar após três dias. No 45 dia de pós-operatório, já em melhor condição clínica e sem infecção urinária, foi submetido a tratamento cirúrgico da fístula retouretral. Com o paciente em posição de litotomia sob raquianestesia, foi feita incisão transversa no períneo com dissecção até o nível da fístula, que foi ultrapassada, separou-se a uretra do reto. O orifício fistuloso da uretra e do reto foi rafiado. Com auxílio da equipe da cirurgia plástica, foram feitas duas incisões longitudinais na coxa esquerda para identificação e mobilização do retalho de músculo grácil, para reforçar a área da fístula e garantir interposição de tecido bem vascularizado. Resultados: O paciente evoluiu sem infecção de ferida e sem déficit locomotor importante, além de resolução da fístula, comprovada por ressonância e retoscopia. Foi submetida, com sucesso, a fechamento da ileostomia 60 dias após. Conclusão: A interposição do músculo grácil mostrou-se custo-efetiva e com baixa morbidade para o tratamento da fístula retouretral.
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