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VALORES MANOMÉTRICOS ANORRETAIS NA POPULAÇÃO BRASILEIRA. DISTÚRBIOS DO ASSOALHO PÉLVICO
Author(s) -
Rodrigo Ambar Pinto,
Isaac José Felippe Corrêa Neto,
José Márcio Neves Jorge,
Marília Fernandes,
Caio Sérgio Rizkallah Nahas,
Ivan Cecconello,
Sérgio Carlos Nahas
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.185
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: Incontinência fecal é a perda não controlada de fezes ou gás durante pelo menos um mês em indivíduos maiores de quatro anos, com prévio controle. Apresenta impacto social negativo, interfere na qualidade de vida, promove isolamento social e afastamento das atividades. A neuroestimulação sacral (NES) tem se consolidado como tratamento de excelência para esses casos, por ser minimamente invasiva e com altas taxas de sucesso. Objetivo: Relatar a experiência de um serviço de coloproctologia na Bahia para tratamento da incontinência fecal severa com o uso de neuroestimulador sacral e discutir novas perspectivas para os pacientes elegíveis. Resultados: Dois casos de incontinência fecal foram tratados com NES entre 2015-2016. As pacientes eram do sexo feminino, com 70 e 59 anos, apresentavam escape fecal insensível diariamente, cujos escores de Wexner pré-operatórios eram 18 e 16 respectivamente. Tinham sintomas refratários às mudanças higienodietéticas e biofeedback. Feito implante do gerador temporário e, devido a melhoria dos sintomas em mais de 50%, após 15 dias, foram submetidas ao implante do gerador definitivo. No pós-operatório, houve necessidade de ajustes de amperagem e as pacientes apresentaram uma redução de 16 e 11 pontos do escore de Wexner, com melhoria significativa da qualidade de vida. Conclusão: As abordagens cirúrgicas direcionadas ao tratamento da incontinência fecal não contemplam a fisiopatologia da disfunção sensoriomotora. A NES, além de ser uma técnica simples e segura, que não envolve manipulação perianal, está indicada para os casos idiopáticos, neuropáticos e por lesão esfincteriana, apresenta eficácia semelhante. Nossa taxa de sucesso é compatível com a literatura, que cita uma média de 78-84%. A NES é uma terapêutica segura e eficaz para a incontinência fecal. Os bons resultados evidenciados na literatura demonstram a possibilidade de ampliação dos pacientes elegíveis, até para tratamento da constipação. Contudo, novos estudos são imperativos a fim de consolidar seus benefícios e suas indicações.

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