CORREÇÃO DE FÍSTULA RETOVAGINAL COM RETALHO DE MARTIUS: UMA SÉRIE DE CASOS
Author(s) -
Diogo Araujo Ribeiro,
Ramir Luan Perin,
Patrícia Zacharias,
Renato Vismara Ropelato,
Ivan Folchini de Barcelos,
Eron Fábio Miranda,
Paulo Gustavo Kotze
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.133
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: Os tumores mioepiteliais de partes moles são raros, localizados principalmente nos membros, sem relato na literatura de ocorrência no reto. Apresenta-se, em geral, como massa dolorosa, bem delimitada e não encapsulada, a maioria é benigna. A imuno-histoquímica (IIQ) é essencial para o diagnóstico conclusivo. Faz diagnóstico diferencial com tumor estromal gastrointestinal, leiomioma e tumor glômico. O tratamento consiste na excisão cirúrgica com margens livres. A sobrevida em cinco anos varia de 36 a 88% nas lesões de alto e baixo grau, respectivamente. A taxa global de recorrência é de 20% e ocorre metástase em torno de 30% dos casos malignos. Objetivo: Relatar o primeiro caso de mioepitelioma retal, correlacionar com dados da literatura desse tipo de tumor de outras localizações. Relato de caso: Sexo feminino, 35 anos, em investigação de dor abdominal, fez ressonânica de pelve com achado de nódulo sólido em transição anorretal. O exame físico revelou nodulação subepitelial do reto de 3 cm, adjacente à musculatura esfincteriana, não aderida a planos profundos. Colonoscopia normal. A ecoendoscopia identificou lesão em camada muscular do reto e o anatomopatológico da punção aspirativa foi neoplasia mesenquimal ou epitelioide com degeneração mixoide. IIQ sugeriu tumor glômico. Submetida a exérese transanal. A anatomia patológica e a IIQ confirmaram o diagnóstico de mioepitelioma de partes moles. Discussão: Como no presente caso, a idade média de ocorrência do mioepitelioma de partes moles é de 38 anos. Apesar de não haver publicações prévias, diante de lesões subepiteliais nesse órgão, deve-se incluir o mioepitelioma como diagnóstico diferencial. Fica evidente a importância da ressecção cirúrgica e da análise IIQ no diagnóstico e tratamento definitivos. Conclusão: Trata-se de um caso inédito na literatura, de extrema importância para aumentar o grau de suspeição diante de lesões semelhantes, possibilita diagnóstico e tratamento corretos.
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