ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SOB INFLUÊNCIA DE TRATAMENTO, MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS, PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E ÍNDICE DE HARVEY‐BRADSHAW, COM USO DO QUESTIONÁRIO SF‐12
Author(s) -
Fabíola de Carlos da Rocha,
Bruno Fontoura Cagliari,
Thelma Larocca Skare
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.098
Subject(s) - medicine , gynecology
como uma distensão cólica mínima de 6 cm à radiografia em presença de colite aguda e sinais de toxicidade sistêmica. Cerca de 15-20% dos acometidos com RCU apresentarão agudizações graves, em que será indicada abordagem cirúrgica. Descrição do caso: Homem de 59 anos, relatou dor abdominal em cólica em fossa ilíaca esquerda, irradiava difusamente para todo o abdômen havia 15 dias, com pioria havia um dia. Apresentava concomitantemente diarreia líquida sem sangue ou muco. Portador de RCU havia 20 anos, fazia uso de azatioprina. Encontrava-se em regular estado geral, desidratado, descorado, afebril, com sinais vitais estáveis. Seu abdômen apresentava-se distendido e hipertimpânico, doloroso à palpação difusamente, com Blumberg positivo. A radiografia de abdômen evidenciou distensão cólica. Foi internado em uso de ciprofloxacino, metronidazol, hidrocortisona e sintomáticos. Evoluiu sem melhoria, fez colectomia total com ileostomia terminal, com achados intraoperatórios de grande dilatação parcial do colon e perfuração espontânea da porção esquerda na flexura esplênica. Melhoria radiológica no sétimo dia pós-operatório. Discussão e conclusão: Além da RCU como principal causa, é importante atentar a outras etiologias do MT, principalmente colite de Crohn e C. difficile. A suspeita é clínica e o exame radiológico confirma o diagnóstico, a evolução do paciente nas primeiras 24-48 h é o maior preditor da abordagem cirúrgica, uma vez que não haja sinais de perfuração, sepse ou hemorragia. Nos casos de perfuração com peritonite, a mortalidade durante cirurgia é de 40-50%. Apesar da apresentação clínica não tão rara, as condutas tanto na RCU aguda grave quanto nas suas complicações é assunto discutível, deve-se aventar a feitura de metanálise ou revisão sistemática do tema, definir os padrões das terapêuticas clínicas de primeira escolha e de resgate, assim também como das indicações cirúrgicas ao MT.
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