ANÁLISE DAS COMPLICAÇÕES EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CROHN SUBMETIDOS A TRATAMENTO CIRÚRGICO EM CENTRO DE REFERÊNCIA DO INTERIOR PAULISTA
Author(s) -
Rogério Saad-Hossne,
Lígia Yukie Sassaki,
Júlio Pinheiro Baima,
José Donizeti de Meira Júnior,
Luana Moraes Campos,
Marlon Moda,
Marcela Maria Silvino Craveiro
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.084
Subject(s) - medicine , gynecology
Objetivo: Analisar as taxas de complicações dos pacientes portadores de doença de Crohn (DC) submetidos a tratamento cirúrgico em centro de referência do interior paulista. Método: Estudo retrospectivo observacional, através da coleta de dados de prontuários dos pacientes acompanhados no ambulatório de doença inflamatória intestinal. Foram incluídos pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas nos últimos 10 anos. Resultados: Foram analisados 44 procedimentos cirúrgicos em 37 pacientes, 21 (56,7%) do sexo feminino. A média de idade ao diagnóstico foi de 32,5 anos (desvio padrão [DP] = 11,4), a idade média dos pacientes à primeira cirurgia foi de 35,7 anos (DP = 10,9) e a mediana do tempo entre o diagnóstico e a primeira cirurgia foi de um ano. Do total de cirurgias, 70,5% tiveram indicação eletiva, foi feita abordagem laparotômica para todas e a mediana da extensão do fragmento retirado foi de 25 cm, com uma variação de 8,5 a 99 cm. A taxa de complicações pós-operatórias foi de 40,9% (18 cirurgias). Metade dessas complicações ocorreu nos 30 dias seguintes ao ato cirúrgico. Houve 15 cirurgias (34,1%) complicadas por fístulas, 10 (22,7%) complicadas por abscessos, cinco (11,3%) complicadas por deiscência de anastomose e duas (4,5%) complicadas por sepse de foco abdominal. Observou-se que o comportamento penetrante e o tamanho do segmento retirado estiveram relacionados a maiores taxas de complicações e não houve diferença significativa entre o uso de corticoides, imunomoduladores e biológicos até oito semanas antes da cirurgia com a ocorrência de complicações. Conclusão: Apesar dos inúmeros avanços, o tratamento da DC continua desafiador, com altas taxas de complicações pós-operatórias. No presente estudo, fístulas foram as principais complicações encontradas e as variáveis como duração da doença e comportamento penetrante foram os principais fatores de risco para tal incidência.
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