RELATO DE CASO: COLITE POR CITOMEGALOVÍRUS EM PACIENTE IMUNOSSUPRIMIDO POR TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO DE CÂNCER COLORRETAL
Author(s) -
Talitha Mendes Paula,
Luís Gustavo Capochin Romagnolo,
Ronaldo Luís Schmidt,
Maximiliano Cadamuro Neto,
Marcos Vinícius Araújo Denadai,
Carlos Augusto Rodrigues Véo
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.042
Subject(s) - medicine
Introdução: O citomegalovírus (CMV) é um DNA vírus encapsulado. Os efeitos do citomegalovírus foram primeiramente descritos em 1940 em uma infecção congênita de um recém-nato. É uma infecção que acomete mais comumente pacientes imunossuprimidos. Existe uma gama de sintomas causados por uma infecção pelo CMV, variam até pelo grau de imunossupressão e do sistema envolvido, desde quadro de hepatite, úlceras gastrointestinais, encefalopatias e mononucleose até pneumonite. O quadro de colite por CMV normalmente se apresenta como um quadro de dor abdominal, diarreia de pequeno volume e sangramento retal. Apesar de a frequência desses casos ser incerta, a incidência de casos de infecção gastrointestinal por citomegalovírus foi de 20 a cada 100.000 pacientes um estudo retrospectivo. O número de casos é maior em pacientes portadores de tumores hematológicos em comparação com tumores sólidos, possivelmente devido ao maior grau de imunossupressão no tratamento das patologias hematológicas. Descrição do caso: Paciente masculino, 71 anos, diagnóstico de câncer de reto, fez tratamento com radioterapia e quimioterapia neoadjuvante, seguido de retossigmoidectomia e quimioterapia adjuvante. Após o término do tratamento evoluiu com quadro de diarreia crônica, foi submetido a colonoscopia com biópsia, resultado anatomopatológico evidenciou infecção por CMV e recidiva da doença. Discussão: Colite por CMV não é uma patologia comum, mas pode ser potencialmente grave. Em pacientes com câncer colorretal após quimioterapia, o diagnóstico dessa infecção pode ser desafiador, pela dificuldade de diferenciar de quadros de enterite induzida pelo tratamento oncológico. Conclusão: Colite por CMV é um diagnóstico diferencial importante e deve ser considerada em casos de colite que não respondem ao tratamento convencional.
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