TERATOMA CÍSTICO MADURO RETRORRETAL: RELATO DE CASO
Author(s) -
Fernanda Miacci,
Ana Paula Della Justina Volpato,
Gabriela Moraes,
Larissa Hammes,
Maria Cristina Sartor,
Antônio Baldin,
Antônio Sérgio Brenner
Publication year - 2017
Publication title -
journal of coloproctology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.167
H-Index - 11
eISSN - 2317-6423
pISSN - 2237-9363
DOI - 10.1016/j.jcol.2017.09.033
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: O teratomas são tumores derivados de células germinativas (TCG). As gônadas são os sítios primários mais comuns. Uma pequena proporção é de origem extragonadal. Um teratoma com sítio exclusivamente abdominal ou retroperitoneal é incomum, representa menos de 5% de todos os tumores de células germinativas extragonadais. Descrição do caso: E.S., feminino, 47 anos, hipertensa. Por cinco anos apresentou dor e prurido em região anal, com saída de secreção amarronada que vertia de um ponto perianal. Durante esse período, fez três cirurgias para correção de fístula, sem sucesso. A paciente fez retossigmoidoscopia, que demonstrou abaulamento de linha média posterior, de consistência mole, que se estendia por 8 cm. O exame de ressonância magnética identificou uma lesão cística pararretal, de etiologia lipomatosa, media 8,0 x 6,7 x 8,2 cm. A paciente foi submetida a exérese do tumor retrorretal por via anal. Durante procedimento cirurgico foi identificado trajeto fistuloso da lesão com o canal anal com fechamento do orifício interno da fístula. A peça cirúrgica foi enviada para análise anatomopatológica compativel com teratoma cístico maduro. Não houve complicações no intraoperatório e a paciente se encontra em acompanhamento ambulatorial. Discussão: O teratoma apresenta implantação gonadal ou extragonadal. A região sacrococcígea é a localização extragonadal mais comum, pode a lesão ser do tipo sólida, multicística ou formada por grande cisto único. Conclusão: Caso raro de teratoma cístico maduro com origem retroperitoneal e localização retrorretal. A lesão comunicava-se com a região perianal através de um canal fistuloso. A paciente foi submetida a três procedimentos para drenagem de fístula perianal antes do diagnóstico da tumoração.
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