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Duas culturas – arte urbana, índio citadino – em contextos (in)culturais
Semina Ciências Sociais E HumanasPeer ReviewedMarcos Antônio Bessa-Oliveira +12016Journals
“Dois pesos, duas medidas”: um ditado popular que, podemos dizer, se relaciona diretamente à (dis)simulação das fronteiras na arte urbana bem como para a cultura do índio citadino. Mas apesar da iniquidade estabelecer-se para as culturas de toda a América Latina vistas como culturas periféricas, nossa discussão estará concentrada na arte e no índio “civilizados” em Campo Grande, MS-Brasil. Trataremos do processo de civilização forçado (da arte e dos índios locais), postos pelos discursos que tomam da Estética Moderna para edificar fronteiras (di)simuladas, que tomam a produção da arte urbana e a cultura do índio citadino com tratamentos e formas completamente diferentes das estabelecidas para a produção artística do homem branco e do morador dos centros. Partindo deste princípio, a ideia é discutir que apenas a formulação de uma Estética Periférica pode tomar a prática artística ou as culturas excluídas pelos discursos hegemônicos de qualquer “centro” do poder como produção de arte, cultura e conhecimentos pelas suas diversalidades biográficas e geográficas sem o estabelecimento de qualquer ideia de fronteira binária

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