Experiência de grupos Balint no curso médico: Avaliação da importância e qualidade da experiência de relação médico-paciente
Research Society And DevelopmentPeer ReviewedLuan Amaral Magalhães Sousa +92022Journals
Introdução: As formas do médico se relacionar com o doente tendem a adotar modelos biomédicos, que são mais simples e impessoais, em detrimento a modelos biopsicossociais, mais complexos e com maior demanda emocional. Dentre as diversas intervenções propostas para o desenvolvimento e facilitação da relação médico-paciente estão os grupos Balint. Objetivo: Avaliar a participação nos grupos Balint no desenvolvimento de atitude centrada na pessoa doente no contexto da relação médico-paciente em relação aos não participantes. Métodos: Estudo qualitativo de cunho fenomenológico, com amostra composta por 30 participantes incluindo acadêmicos de medicina e médicos. A coleta dos dados ocorreu em 2021 através de entrevistas narrativas. Resultados: Foram encontradas seis maneiras de caracterizar o que é essencial no encontro com o paciente: Empatia; Comunicação Efetiva; Visão Biopsicossocial; Tempo; Disponibilidade do Médico; Infraestrutura. Sete “unidades de sentido” caracterizaram as dificuldades encontradas no encontro com o paciente: Limitações de Acesso à Saúde; Comunicação Ineficaz; Inseguranças do médico-assistente; Pacientes Difíceis; Expectativa do Paciente; Carga Excessiva de Trabalho; Abordar Assuntos Delicados. Três “unidades de sentido” foram utilizadas por ambos os grupos para exemplificar quando o encontro com o paciente foi bem-sucedido: Entendimento do Processo saúde-doença; Contribuição Médica; Gratidão do Paciente. Conclusão: Percebeu-se, a partir das entrevistas, semelhanças entre os grupos, que apresentam uma visão otimista no que se refere ao cuidado humano e integral do seu paciente mesmo que com abordagens diferentes.
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