z-logo
open-access-imgOpen Access
Representações da memória e do exílio judaicos em The fixer, de Bernard Malamud, e em pinturas de Marc Chagall
Author(s) -
Fernando Oliveira Santana Júnior
Publication year - 2011
Publication title -
arquivo maaravi revista digital de estudos judaicos da ufmg
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1982-3053
DOI - 10.17851/1982-3053.5.9.39-49
Subject(s) - art , humanities
Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise intersemiótica da presença da memória e do exílio no romance The fixer (O faz-tudo), do escritor judeu norte-americano Bernard Malamud (1914-1986), publicado em 1966, e em alguns quadros do pintor judeu russo Marc Chagall (1887-1985), por exemplo: Êxodo (de 1952-1966), A crucificação branca (de 1938), Eu e a aldeia (de 1911). Apesar de serem de gerações distintas, Malamud, filho de imigrantes judeus russos que foram para os Estados Unidos, e Chagall, ele mesmo imigrante ido para a França, ambos tematizam o lugar-lar de origem de suas respectivas famílias, o schtetl “pequena cidade”, em ídiche). Os schtetlekh foram pequenas cidades demarcadas na Polônia e na Rússia, durante o século 19 e início do século 20, centros da vida religiosa e cultural judaica. Para muitos judeus imigrantes da Europa Oriental e para os seus descendentes, o schtetl se tornou o locus mítico primordial e nostálgico, apesar da destruição provocada pelos pogroms e pelo Holocausto. Por isso, artistas como Malamud e Chagall recriaram a vida do schtetl em suas obras, recorrendo ao zékher, a memória individual e coletiva judaica, cuja transmissão ocorre mediante o ritual e a narrativa. Assim, a memória recria o espaço e o tempo, transgredindo cronologias, como visto em The fixer, de Malamud, e na pintura de Chagall, ao recorrem ao universo onírico e ao inconsciente, elementos do Surrealismo. Ademais, Malamud e Chagall tematizam o exílio, contestando o uso da crucificação de Jesus como pretexto antissemita. Malamud o faz com o personagem Yákov Bok, anti-herói que vive um autoexílio sob as implicações do histórico exílio coletivo judaico. Chagall o faz, a seu modo, também recriando a lenda de Ahasverus, o judeu errante.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom