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Reabilitação vascular não supervisionada em indivíduos com doença arterial periférica
Author(s) -
C. Félix,
Débora Pantuso Monteiro,
Danielle Aparecida Gomes Pereira
Publication year - 2019
Publication title -
ciência and saúde
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1983-652X
DOI - 10.15448/1983-652x.2019.3.33579
Subject(s) - medicine , cardiology , gynecology , physical therapy
Introdução: A reabilitação não supervisionada para indivíduos com doença arterial periférica (DAP) tem como objetivo incentivar os pacientes a praticar exercício físico, imprescindível para melhora do sintoma claudicante e da capacidade funcional.Objetivo: Avaliar os resultados do exercício não supervisionado em indivíduos com DAP no que se refere à capacidade funcional, resistência muscular e autopercepção de funcionalidade.Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo que avaliou dados de prontuários de 11 indivíduos com DAP que realizaram reabilitação vascular não supervisionada à distância, durante dois meses, com orientações e reavaliações mensais. A reabilitação foi composta por orientações sobre como o indivíduo deveria realizar o exercício, diário de registro para controle da realização dos mesmos e escala de Borg modificada para quantificar a intensidade. Para as avaliações foram utilizados o Heel-Rise Test (HRT), o Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) e o Walking Impairment Questionnaire (WIQ).Resultados: Uma melhora significativa foi observada no primeiro mês de atividade física não supervisionada em comparação à avaliação inicial no número de repetições (36,73±13,89 e 49,91±21,88, p=0,0001); na taxa de repetição no HRT (0,68±017 repetições/segundo e 0,84±020 repetições/segundo, p=0,004); na distância de caminhada (207,27±97,68 metros e 266,36±113,87 metros, p=0,0001); na economia de caminhada no ISWT (2,07±1,02 metros/frequência cardíaca e 2,59±1,08 metros/frequência cardíaca, p=0,001); na graduação da dor (15,91±12,61% e 43,18±25,23%, p=0,0001) e velocidade de caminhada (21,84±26,91% e 38,59±27,49%, p=0,017) do questionário WIQ.Conclusão: O treinamento não supervisionado, com orientações sistematizadas, é uma opção terapêutica segura e apresenta resultados satisfatórios na capacidade funcional, resistência muscular e autopercepção de funcionalidade.

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