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Os estados limite e o trabalho do negativo: uma contribuição de A.Green para a clínica contemporânea
Author(s) -
Claudia Amorim Garcia
Publication year - 2007
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.5020/23590777.7.1.123
Este artigo se constitui numa discussao sobre a clinica dos estadoslimite a partir da contribuicao de A Green. O texto apresenta a contribuicao greeniana sobre os estados-limite ao longo de duas decadas, partindo da premissa de que uma teoria explicativa desses casos exige a consideracao das vicissitudes do objeto, da construcao dos limites psiquicos e do trabalho do negativo. O argumento central gira em torno da hipotese de que nesses casos, que caraterizam o que vem sendo denominado de clinica do vazio, a onipresenca do objeto invasivo e a inaccessibilidade do objeto idealizado interferem gravemente na capacidade de construir representacoes, problema central na clinica dos estados-limite. A impossibilidade de constituir a ausencia enquanto presenca empotencial impede o pensamento e o acesso ao desejo, enquanto que as angustias de fusao e de separacao atestam a fragilidade dos limites psiquicos, nestes casos, demonstrando que o objeto nao se deixou apagar. Na conclusao, o artigo sugere que o trabalho do negativo, em seus aspectos estruturantes, nao acontece de maneira satisfatoria com esses pacientes que parecem, ao contrario, a merce de seus efeitos patologicos dramaticamente encenados nas manifestacoes de depressao primaria e nas graves consequencias da cisao, muito frequentes nestes casos. Palavras-chave: estados-limite, trabalho do negativo, pensamento, angustia de intrusao, angustia de separacao.

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