Há tendência para agrupamento segmental em classes naturais no balbucio e nas palavras iniciais?
Author(s) -
Maria de Fátima de Almeida Baia
Publication year - 2020
Publication title -
gradus - revista brasileira de fonologia de laboratório
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2526-2718
DOI - 10.47627/gradus.v1i1.103
Subject(s) - humanities , biology , philosophy
Este estudo segue a perspectiva dos Sistemas Adaptativos Complexos (THELEN & SMITH, 1994, LARSEN-FREEMAN & CAMERON, 2008) e investiga se ha evidencias na aquisicao do portugues brasileiro (doravante PB) para combinacoes preferenciais de CV no balbucio e nas producoes iniciais como MacNeilage et al. (2000) propoem. Os autores observam em dados de criancas adquirindo diferentes linguas ocorrencias de tres padroes combinatorios preferenciais em silaba CV: consoantes coronais produzidas com vogais anteriores, consoantes dorsais produzidas com vogais posteriores, e consoantes labiais com vogais centrais. Essas combinacoes segmentais compartilham posicoes no trato vocal e sao compativeis com as classes naturais propostas por Clements & Hume (1995) no modelo unificado de tracos, no qual vogais e consoantes podem ser classificadas como labiais, dorsais e coronais. Embora este estudo nao siga uma perspectiva inatista, o uso de classes naturais na analise nao e contraditorio, pois assim como ha proposta inatista (McCARTHY, 1994; CLEMENTS & HUME, 1995), ha proposta emergentista (MIELKE, 1995) para o fenomeno, segundo a qual os padroes comuns fonicos seriam resultados de mudancas historicas. Apos analise de dados longitudinais de um estudo de caso, concluimos que os dados de balbucio e iniciais do PB nao sustentam a hipotese de que as combinacoes iniciais seriam de segmentos de uma mesma classe natural.
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