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A SAÚDE SOCIOEMOCIONAL DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE FORTALEZA / THE SOCIOEMOTIONAL HEALTH OF THE TEACHERS OF THE STATE PUBLIC NETWORK OF FORTALEZA
Author(s) -
Juliana Vieira de Mesquita,
Preciliana Barreto de Morais,
Antônio Fábio Macedo de Sousa,
Rosendo Freitas de Amorim,
Francisco José Rodrigues
Publication year - 2020
Publication title -
brazilian journal of development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-8761
DOI - 10.34117/bjdv6n9-172
Subject(s) - humanities , philosophy , sociology
INTRODUÇÃO Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a profissão docente é considerada como uma das mais estressantes, tornando, muitas vezes, os profissionais vulneráveis à desenvolverem uma patologia denominada “Síndrome de Burnout”. De acordo com a definição do Ministério da Saúde, tal síndrome configura-se como “um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”. (MS, 2018) Devido se tratar de uma profissão que lida com conhecimentos teórico-técnicos; transmissão didático-pedagógica de saberes; relação permanente com grupos diversos; enfrentamento cotidiano de situações adversas (conflitos; incompreensões; disputas; hierarquias etc), a chance de adquirir algum problema de saúde torna-se imperante. Além do mais, a categoria ainda lida com a desvalorização profissional, o desgaste emocional, o acúmulo de atividades e responsabilidades, como também a falta de reconhecimento em seu ambiente de trabalho. Considerando os inúmeros papéis sociais que são delegados e as condições materiais limitadas, muitos profissionais da educação desempenham duplas ou mais jornadas de atividades. São professores, gerenciam suas famílias, administram as despesas, orientam o cotidiano de parentes sob suas responsabilidades, e muitas vezes, completam suas rendas exercendo outros ofícios. De acordo com discussões feitas por Sennett em seu livro “A corrosão do caráter: consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo” (1999), o autor aborda alguns problemas que profissionais de diversas áreas enfrentam com a chegada do novo capitalismo, tais como: a desvalorização do profissional e o abalo emocional que a instituição pode proporcionar ao indivíduo. Podemos também relacionar o adoecimento docente “à ausência e à expectativa de alguns valores: respeito, autoridade, valorização, cooperação e reconhecimento.” (Revista de Ciências Sociais, 2018, p. 570)

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