Geografia da Saúde Mental e o Suicídio no Brasil: Construção de Geoindicadores e Índice para Política Pública | Mental Health Geography and Suicide in Brazil: The Construction of An Index of Geo-Indicators for Public Policy
Author(s) -
Adeir Archanjo da Mota
Publication year - 2014
Publication title -
pegada - a revista da geografia do trabalho
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1676-3025
pISSN - 1676-1871
DOI - 10.33026/peg.v0i0.2917
Subject(s) - humanities , geography , sociology , political science , philosophy
Introdução: No Brasil, num prazo de quinze anos (1996 a 2010), quase cento e vinte mil pessoas se suicidaram, ou seja, em média 22 pessoas se suicidaram por dia. Em comparação internacional para o ano de 2011, o Brasil possuiu taxa de suicídio inferior a dois terços de mais de 100 países analisados (OMS, 2012). No entanto, quando observamos os dados em escalas cartográficas maiores, identificamos uma grande discrepância interna no país, quer seja regional – prevalecendo as taxas mais elevadas nas regiões Sul e Sudeste, quer seja na escala político administrativa das unidades federadas, com significativas diferenças inter e intraestaduais. A respeito da saúde mental, há uma tradição geográfica nos países anglo-saxônicos nos estudos de incidência da esquizofrenia, desde as contribuições dos estudos ecológicos da escola de Chicago (FARIS; DUNHAM, 1965), até contribuições que procuram incorporar novas metodologias qualitativas (GIGGS, 1973). De acordo com estes estudos, poderíamos identificar comunidades cujas características propiciariam a formação de ambientes terapêuticos, bem como certa correlação entre contextos geográficos. Assim, o objetivo da presente pesquisa é compreender a distribuição espacial do suicídio e dos serviços de saúde mental no Brasil. Metodologia/Desenvolvimento: Conforme a 10ª Classificação Internacional das Doenças (CID-10) caracterizam-se como tentativas de suicídio as internações pelas lesões autoprovocadas voluntariamente (X60 a X84) e como suicídios os óbitos pelas mesmas LAV. Os dados utilizados são oficiais e atualizados – período 1979 a 2010, fornecidos pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde/DATASUS. As categorias de análise deste estudo são: Contextos Geográficos, Território, Saúde Mental e Política Pública. A análise espacial da morbidade e da mortalidade por LAV são realizadas tanto pelas frequências absolutas como pelas taxas médias. O mapeamento dos dados e dos resultados das análises espacial e geoestatística nos permitem identificar os padrões de distribuição espaço temporal do suicídio no país. Considerações finais: A partir dos resultados parciais, se observa a concentração de clusters de municípios com altas taxas de suicídio nas regiões Sul e Sudeste do país e em algumas capitais das demais regiões. Nas décadas de 1980, 1990 e 2000 tenderam a se disseminar por todas as regiões e a se reforçarem gradativamente onde já se contabilizavam casos, sendo exceção algumas espacialidades, que se generalizou como a região Amazônica, o Pantanal e a faixa litorânea. Tais resultados nos levam a outros questionamentos, como as influências das baixas densidades demográficas predominante, do silêncio epidemiológico e das relações sociedade natureza e interpessoais que pode corroborar para o entendimento do processo saúde doença mental no Brasil.
Accelerating Research
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom
Address
John Eccles HouseRobert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom